quinta-feira, 16 de julho de 2009

Críticas e opiniões

O Coimbra Vibra foi um dos projectos mais espectaculares que Coimbra conheceu. Toda a equipa da Coimbra 2003 se empenhou neste projecto que podemos classificar de um enorme sucesso… Embora, como é óbvio, no país em que vivemos… nothing is good enough (a não ser, claro, as Fátimas Felgueiras e os Isaltinos! Esses são aplaudidos e reeleitos.). O resto é sempre lixo.
Pessoalmente, e dada a oportunidade a todas e quaisquer “opiniões”, o que me lixa é que classifiquem TUDO o que se tenta fazer na Cultura de lixo. E o Coimbra 2003 foi, sem dúvida, lixo. Mesmo para aqueles que encheram o TAGV. Mesmo para os pais dos meninos que fizeram instrumentos para o Coimbra Vibra e que estavam envolvidos no assunto. Mesmo para os distintos Professores Doutores da Universidade de Coimbra que nos ligavam a EXIGIR convites para as estreias, como se fossem mais do que o comum mortal. LIXO. Lixo, porque sim. Porque é “culto” dizer mal. Fica bem. Mesmo sem fundamento, sem informação que o apoie. Deitar abaixo o trabalho dos outros é sinal de erudição, conhecimento e, quiçá, de elegância…
Aceito críticas. Todas as que quiserem. Desde que não as coloquem no ar, num enorme e vazio cliché, como é costume. Digam o que foi bem e o que foi mal feito na Coimbra 2003. Há muito do que falar. Mas conheçam (tenham interesse em conhecer!) as barreiras ultrapassadas, as dificuldades, as batalhas vencidas. Façam-nos essa justiça, por favor.
Em qualquer país, a minúscula equipa que fez um ano e tal de Coimbra 2003 teria, no mínimo, RESPEITO. Se não pelos resultados (que, ao contrário do que se diz, não foram MAUS), pelo menos pela experiência acumulada. Por TER FEITO ALGO num país onde se projecta e se discute e se mandam bitaites e se dá dinheiros aos amigos para fazer “uma coisa” parecida com o inicialmente projectado… but not quite… RESPEITO é o que exijo.
Obviamente, a interpretação da palavra “respeito” é muito lata e, já se sabe, “quem não se sente não é filho de boa gente”. Eu “sinto-me”. O Carlos Alberto Augusto também tem o direito de “se sentir” depois de dar couro e cabelo num (ou dois? ou três? ou 90? ou 120?) projecto a que alguém, levemente, decide chamar de “marketing pessoal”. Sentado ao computador, colocando a biografia resumida em vez de justificar a “opinião” expressa aludindo aos factos.
Com todo o respeito, aqui fica MINHA opinião: estou CANSADA deste país. Um dia destes, pego na mochila e mudo-me para a Patagónia, onde, ao menos, a selva é assumida.
Ah! Eu identifico-me! Eu sou a tal que QUIS ser estagiária na Coimbra 2003. E não me arrependo nem um bocadinho. Fui jornalista, sou RP (Isso dá-me algum crédito extra? Decidem algo a meu respeito através da explicitação da minha profissão? Devia acrescentar as minhas duas licenciaturas? Exigir que me chamem por Dra.?). Já não me envolvo em batalhas ou discussões para defender a Coimbra 2003, simplesmente porque não vale a pena. É energia perdida. (Devo falar novamente de pérolas e porcos?) Faço-o aqui por descargo de consciência. Porque às vezes ter sangue de barata cansa também.
Isto é apenas um desabafo. Que fique escrito, para eu não ter de o repetir.
…Ao senhor Doutor dos comentários, não me leve a mal. Deu-me para escrever este texto por causa de V. Ex.ª, mas podia ter sido por causa de outro QUALQUER.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Alusão

Uma post no blog Face Oculta da Terra aludindo a CCNC 2003, que acabou citado também no Público...

segunda-feira, 30 de março de 2009

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Reportagem da TVI

Reportagem da TVI acerca do que resta da Coimbra 2003.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A TVI "recordou" a Capital...

Ontem a TVI passou uma reportagem sobre Coimbra 2003. Imagino que a sua justificação tenha sido o aniversário do encerramento, mas não sei sei ao certo porque não a apanhei desde o início. Talvez venha a ser colocada no site da TVI e a possamos então ver na íntegra.
Não vi nesta reportagem uma palavra sobre os laços fundos que Coimbra 2003 forjou e semeou localmente e por fora! 
Do que vi, lá apareceram os papagaios emplumados do costume, a debitar os lugares comuns do costume. Gente mesquinha que não soube, na altura, comportar-se à altura do acontecimento. Gente que, sem surpresa, continua na mesma neste ano de graça de 2008: conservadores e bacocos. 
A reportagem, a mim que sou desconfiado, parece-me esquisita. Se fizermos uma pesquisa pelo site da TVI vemos pouca coisa dedicada a Coimbra 2003, e o que há está quase sempre ligado a qualquer acontecimento paralelo. Se fizermos um simples análise de conteúdo verificamos que aos tais papagaios foi dada uma percentagem esmagadora de tempo de holofote e que no fim, aparentemente muito, muito a custo, durante uns escassos segundos, lá conseguimos ver o professor Abílio Hernandez tentar transmitir também a versão dos acontecimentos que todos nós, que vivemos aquela realidade por dentro e no seu dia a dia, conhecemos bem. 
Ainda assim, naquele escasso lapso de tempo que lhe foi "generosamente" atribuído, conseguiu transmitir a ideia que é preciso sublinhar hoje: os responsáveis, os que estavam na altura e se mantêm no terreno, não têm capacidade para pegar no trabalho feito e dar-lhe continuidade. 
Antes de repetirem as imbecilidades do costume, seria bom atentarem na honrosa excepção do Jazz ao Centro Clube. Sem grande conversa, sem golpes de mão, sem invejas, sem protagonismos saloios, só com (muito e bom) trabalho o JACC é hoje, seguramente, uma das mais importantes e sólidas estruturas de divulgação do jazz no País. No País... Uma estrutura nascida em Coimbra, obra de gente de bem que contou com o impulso da Capital para o seu arranque, à qual a Capital deu a "bênção" sem hesitações...
Qual é a obra que os papagaios vão deixar à cidade?
Nesta "reportagem" esqueceram ou ignoraram os laços... Erro capital.

sábado, 22 de novembro de 2008

A Casa da Esquina

Estive anteontem em Coimbra, a convite da Casa da Esquina, para falar sobre o "Coimbra Vibra!". Foi uma oportunidade de recordar esse momento único da programação de Coimbra, Capital Nacional da Cultura 2003 e de aprender e trocar impressões sobre a "arte na rua" com um painel de gente interessante.
Aproveito para relembrar que poderão ler aqui mais informações sobre o "Coimbra Vibra!" e aqui um resumo do que foi o programa de música da Capital.
A Casa da Esquina é uma nova associação virada para as coisas da cultura, na génese da qual está a nossa colega Sara Ramalheira, que depois da "diáspora" decidiu voltar a Coimbra para ajudar a montar esta nova estrutura. Sente-se --não sei porquê...-- que se trata de um projecto que, de alguma forma, está imbuído do melhor do espírito da Capital.
Desejo à Casa da Esquina todo o sucesso e aos seus mentores que não lhes falte a força e o engenho que necessitam para levar por diante este projecto.
Que nada nem ninguém dobrem a Casa da Esquina!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

JAZZ AO CENTRO


Se forem como eu, recordar-se-ão certamente do êxito que foi a primeira edição do Jazz ao Centro com enorme saudade e orgulho. Tratou-se de uma iniciativa que eu chamaria (espero que o Pedro Rocha Santos compreenda esta expressão porque é dita com toda a admiração) de afilhada muito especial de Coimbra 2003.
Os concertos, os workshops, as "visitas" às escolas e os concertos "extra" foram tendo lugar ao longo do ano de 2003, sempre com um êxito assinalável, com uma entusiástica participação e com uma notável receptividade. Acompanhar estas actividades do JaC tornou-se uma das tarefas que mais prazer me deu ao longo de 2003 e estou certo que toda a equipa da Capital, em cada uma das suas esferas de competência e nos seus planos de intervenção próprios, terá sentido o mesmo.
O JACC (Jazz ao Centro Clube) foi constituído ainda durante o ano de 2003, e pode-se dizer que aí começou a segunda fase do êxito desta iniciativa,
O percurso do JACC de 2003 para cá é um caso de sucesso. Já o afirmei várias vezes: o JACC merecia um estudo detalhado das entidades responsáveis pela cultura e qualquer apoio que lhe seja dado fica aquém do que merece.
Para mim, o sucesso do JACC é motivo de enorme orgulho (perdoem-me, mas sinto orgulho de ter podido dar um microscópico contributo para que esta iniciativa pudesse ver a luz do dia) e vibro com os seus êxitos como se de um êxito pessoal se tratasse.
A pujança, a capacidade de trabalho, a determinação e o dinamismo revelados pela equipa do JACC são notáveis. O Jazz ao Centro (nos seus diferentes formatos), os concertos isolados, a Jazz.pt (uma excelente revista de jazz que já marca hoje um recorde de longevidade das revistas portuguesas dedicadas a este género musical), o Portugal Jazz, que levou e continua a levar aos quatro cantos do país o melhor da música de jazz portuguesa, o site admiravelmente bem produzido, as co-produções discográficas, as jam sessions, etc, etc, são o testemunho de uma dedicação, de um talento e de uma força que nunca será demais assinalar.
Como não será nunca demais assinalar que se trata de uma iniciativa que nasceu em Coimbra e no ano de graça de 2003.
Assistam aos concertos do JACC ( aproveitem o "Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra", realiza-se de 2 a 15 de Junho), participem nas suas inicitiavas, assinem a revista.
O JACC faz 5 anos. Os meus singelos parabéns à equipa!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Saudade e convívio

As saudades eram muitas e, após algumas dezenas de mails, sms’s e muitas sugestões e debates, parte da equipa da Coimbra 2003 voltou a reunir-se para um jantar, no restaurante “Porquinho”, no passado Sábado, dia 10 de Maio de 2008.
Foram, ao todo, 18 pessoas que fizeram questão de comparecer e de se mostrarem disponíveis para se juntarem à lista dos “habituais”. No entanto, como sempre, houve muitas ausências notadas. As perguntas que mais se ouviam eram precisamente “Avisaste X?” ou “Mandaste o mail a Y?”. E não, infelizmente ainda não conseguimos reunir os contactos de toda a gente. Não foi por mal que alguns não receberam o convite!
Mas a vontade de comparecer era tanta que alguns dos participantes fizeram centenas de quilómetros para estarem presentes. Leiria, Benavente, Caldas da Rainha, entre outras localidades esperavam, no fim do jantar, alguns dos convivas.
A troca de contactos, o recordar de situações e o relançar de projectos comuns foram o mote da reunião. Houve até tempo para planear um casamento, com a escolha dos padrinhos e o debate sobre as possíveis prendas de casamento a acontecer com a participação dos convivas. Infelizmente, parece que o “dote” dos padrinhos não agradou ao noivo e o casório do “Casal Coimbra 2003” ficou mais uma vez adiado.
No fim da refeição, parte do grupo (os que eram de mais perto), rumaram ao centro da cidade, para uma bebida no “Feito Conceito” da Praça da República.
Entre caipirinhas black, finos e um batido de café, foram recordados alguns dos episódios mais marcantes da história da Coimbra 2003, como o congresso sobre Derrida, o roubo dos cheques da Directora Financeira ou a humidade da cave que tantas tristezas (e também alegrias, no caso de alguns…) trouxe à equipa.
No final, ainda se conjecturou a redacção de um livro sobre a aventura que foi a Coimbra 2003, com o título “Loucos, Lunáticos e Alucinados”… Será um projecto a discutir no próximo encontro, seguramente, cuja organização está já prometida. Será assumida pelo nosso Pipinho.

NR - As fotos do encontro chegarão em devido tempo e serão acrescentadas a este post.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Encontro "capital"

Então ninguém quer dar-nos conta do encontro dos "capitais" que ocorreu depois do espetáculo do Teatro da Rainha no TAGV, no princípio de Dezembro? Ou, pelo menos, colocar aqui um pequeno comentário sobre o evento?
Aproveito entretanto para desejar a todos um excelente 2008!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Uma obra baseada no Coimbra Vibra!



Alguns terão tido conhecimento desta nova edição, mas aqui fica para informação de todos o registo de um novo CD que foi publicado há relativamente pouco tempo pela etiqueta americana Cold Blue chamado "The Tubes" do compositor alemão Michael Fahres. Este CD inclui uma peça intitulada "Coimbra 4, Mundi Theatre" feita a partir das gravações do evento final do Coimbra Vibra! de 4 de Outubro.
Devo confessar que foi com emoção que ouvi esta peça, que tem para mim, naturalmente, um valor que ultrapassa a proposta artística.
Quem quiser saber mais sobre este CD e sobre o compositor pode ir aqui.
Já agora acrescento que a WDR, uma das maiores estações de rádio e televisão do mundo, transmitiu um programa de uma hora feito também a partir da reportagem do Coimbra Vibra! em 2004. Este programa (tenho uma cópia para quem quiser ouvir...) teve a particularidade de ter sido produzido e emitido em surround.

De novo no ar...


Após uns tempos de interregno está de novo no ar o meu site que inclui um pequeno compte rendu sobre o sector da Música e Artes do Som da Capital.
Está em aqui para quem lá quiser ir. Se quiserem visitar o resto (que está aqui) são também naturalmente benvindos...
Abraços a todos!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Como lá fui parar...

Fui um orgulhoso membro da Coimbra 2003. Encho a boca para o dizer. Zango-me com as pessoas que têm ideias feitas sobre o assunto! Ainda hoje.
Fui um membro da equipa da Coimbra 2003, porque quis! Embora durante o evento tenha chegado a questionar tudo!
Fui um membro da Coimbra 2003, porque lutei por isso. E não me arrependo!
Querem saber como lá fui parar?
Eu era jornalista na altura em que o “nosso presidente” era Director do TAGV. Fiz algumas reportagens lá e até o entrevistei. Claro que ele não se lembrava de mim (pois não?). Mas eu sabia bem quem era o Professor Abílio Hernandez Cardoso.
Fiz também a reportagem do anúncio do projecto das Capitais da Cultura, que o Ministro veio fazer a Coimbra, dizendo desde logo que a cidade dos estudantes seria a primeira.
Adorei a ideia.
E, quando depois de ter abandonado o jornalismo e voltado a estudar – Comunicação Organizacional –, me perguntaram onde queria fazer o estágio curricular, não hesitei: era na Coimbra, Capital Nacional da Cultura!
Enchi-me de coragem e liguei ao Professor Abílio de uma cabine perto da escola.
Foi simpatiquíssimo. Disse-me que a equipa estava a ser constituída e que precisavam de todas as pessoas interessadas no sucesso do projecto. (E, como um estágio curricular nunca é remunerado…)
Pediu-me para lhe enviar o CV para a Delegação de Cultura do Centro. Assim fiz. Seguiram-se umas reuniões e… concretizei o meu objectivo: ser parte deste projecto megalómano!
A história continua… Mas o resto já todos sabem…
:)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sede da Capital

Falávamos durante o jantar sobre o estado actual da sede da Capital. Tive informação que acabou de ser comprada há dias por um empresário de Coimbra.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Abertura

Este blog surge na sequência de um encontro entre membros da estrutura da Coimbra, Capital Nacional da Cultura e como reacção à enorme saudade sentida em relação aos dias em que trabalhámos juntos. Trata-se de uma tentativa de reabilitar e perpetuar memórias e de dar a conhecer, de forma honesta e (espero!) entusiasta, as histórias que fizeram a Coimbra 2003.

Sejam bem-vindos.